O Google vai remover a opção “Enviar como” para endereços de domínios que não estão no Google Workspace. Se o seu domínio está no Workspace, nada muda para você. Se o seu sistema dispara e-mail por uma conta do Gmail configurada com esse recurso, esses e-mails deixam de sair com o seu endereço.
O aviso do Google diz que você não precisa fazer nada para a mudança valer. É verdade — ela acontece sozinha. O que não acontece sozinho é o seu sistema voltar a enviar.
São duas situações diferentes e só uma delas é conosco. Vale trinta segundos separar as duas agora, porque a saída de cada uma é outra.
Hoje isso sai por uma conta do Gmail com “Enviar como” configurado — foi o caminho mais curto quando o sistema foi montado.
É disto que cuidamos. Esse tipo de e-mail nunca deveria depender de uma caixa de e-mail humana. O Google só marcou a data.
Aqui o que está em jogo é a caixa postal em si, não o disparo automático.
Não é conosco — e é melhor você saber agora. Nós não fornecemos caixa postal. As saídas reais são duas: colocar o domínio no Google Workspace, ou migrar a caixa para um provedor de e-mail. Descobrir isso depois de contratar a ferramenta errada custa mais caro que ler esta linha.
Não é uma decisão isolada do Gmail. Desde 2024, Gmail e Yahoo passaram a exigir autenticação de quem envia em volume: SPF, DKIM e DMARC configurados, descadastro em um clique e taxa de reclamação sob controle. A régua subiu para todo mundo.
O “Enviar como” de domínio externo caminha na direção oposta dessa régua: é uma mensagem saindo da infraestrutura do Google carregando um domínio que o Google não controla e por cuja reputação ninguém responde direito. Remover o recurso é a continuação da mesma política, não uma surpresa.
A leitura prática para quem envia por sistema é simples: envio automático está deixando de ser algo que se resolve com uma conta de e-mail comum. Passou a exigir infraestrutura que assina, autentica e presta contas de cada mensagem.
Sair do Gmail não é só trocar de remetente. É passar a ter as quatro coisas que uma caixa de e-mail comum nunca deu para o seu sistema.
SPF, DKIM e DMARC alinhados ao seu domínio. Quem recebe consegue verificar que a mensagem é sua de verdade.
Você publica os registros no DNS uma vez. A chave de assinatura fica conosco e é rotacionada sem você tocar no DNS de novo.
Endereço vago, caixa cheia, recusa do servidor: o retorno volta, é registrado e vira informação — em vez de sumir.
Cada mensagem tem histórico: aceite, entrega, recusa, abertura, clique. Quando o cliente diz que não recebeu, você verifica.
Quatro passos. O primeiro você faz hoje, sozinho, e já vale a pena mesmo que decida não migrar conosco.
Descubra o que ainda sai por lá.
No Gmail: Configurações → Contas e importação → “Enviar e-mail como”. Toda linha ali que não seja um domínio do seu Workspace vai parar de funcionar em janeiro de 2027. Some a isso os sistemas que usam essa conta por SMTP.
Publique os registros no seu DNS.
São poucos e é uma vez só. Mostramos o valor exato de cada um e verificamos a publicação para você — nada de “configure aí e torça”.
Aponte o seu sistema para nós.
Por API ou por SMTP. Quem já dispara por SMTP costuma trocar só o servidor, o usuário e a senha — o código continua igual.
Acompanhe a entrega.
A partir daí cada mensagem tem rastro: saiu, chegou, voltou, foi aberta. É o que permite agir antes de o cliente reclamar.
Sobre o prazo: nada quebra hoje — quebra em janeiro de 2027. Mas trocar a origem do seu envio não é uma virada de chave: um domínio que passa a enviar por um caminho novo precisa construir reputação aos poucos, com volume crescente, para não cair em spam no primeiro disparo grande.
Por isso deixar para dezembro é a pior escolha possível: é justamente quando você mais depende do e-mail sair e menos tempo tem para corrigir. Migrar com folga custa o mesmo e dói menos.
Conte o que o seu sistema envia hoje e por onde. A gente responde se é caso para nós — e, se não for, diz para onde ir.
resposta de gente, não de formulário